sexta-feira, 30 de junho de 2017

Cult of Chucky será lançado em outubro


O brinquedo assassino está de volta, mais sanguinário do que nunca. Ao menos é isso que disse o diretor de Cult of Chucky, Don Mancini. O filme, que será lançado em DVD e Bluray no dia 3 de outubro deste ano, tem um trailer divulgado, que é tudo o que os fãs esperavam. Com muita violência, o boneco está rejuvenescido e sem as conhecidas cicatrizes. O filme é uma continuação direta de A Maldição de Chucky (2013).


Confinada em um asilo para criminosos insanos nos últimos quatro anos, Nica Pierce (Fiona Dourif) está foi convencida de que ela assassinou toda a família. Mas quando seu psiquiatra introduz uma nova "ferramenta" terapêutica para facilitar as sessões grupais de seus pacientes - um boneco muito familiar, com um rosto inocentemente sorridente - uma série de mortes terríveis acontecem no asilo. Andy Barclay (Alex Vincent), o inimigo de Chucky, agora crescido, do original Brinquedo Assassino corre para a ajuda da Nica. Mas para salvá-la, ele terá que superar a Tiffany (Jennifer Tilly), a noiva de Chucky, que fará qualquer coisa para ajudar seu amado boneco.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Animação de "Castlevania" tem elenco de dubladores divulgado


A animação “Castlevania” teve o elenco de dubladores divulgados nesta quarta-feira, pelo produtor Adi Shanker. As vozes da versão em inglês serão emprestadas por Richard Armitage (O Hobbit, Hannibal) como Trevor Belmont, James Callis (Battlestar Galactica) como Alucard e Graham McTravish (Preacher) como Drácula. Também fazem parte do elenco Fred Tatasciore, Alejandra Reynoso, Emily Swallow.

Dividida em duas partes, a primeira chega ao Netflix no dia 7 de julho. A segunda, somente em 2018. Os roteiros foram escritos por Warren Ellis e foram adaptados de Castlevania 3: Dracula's Curse, considerado um dos mais difíceis da série. De acordo com os produtores, a animação terá fortes influencias em animes.


Trevor Belmont enfrenta o primeiro "chefão" de Castlevania 3

Considerado um dos maiores maiores clássicos dos videogames, “Castlevania” foi um jogo muito diferente de tudo que se via na época. A série tinha temática medieval, mas com influências na mitologia grega, no cristianismo e na literatura. Os heróis, tinham por objetivo principal eliminar o conde Drácula, passando por cenários como castelos e cemitérios. Com apenas um chicote de arma principal, vários monstros e obstáculos tornaram da série uma das mais difíceis do Nintendinho. 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Novo trailer de "Flesh of the Void" é violento e perturbador


Em meados de abril deste ano, um trailer realmente nos impressionou. Com um estilo perturbador e cru, a Sodom & Chimera Productions trouxe ao público o primeiro vídeo de divulgação de “Flesh of the Void” (ainda sem tradução em português). Agora, no segundo trailer, temos imagens muito mais violentas, com nudez e sexo. O tom é realmente sombrio e por ser em preto e branco, o trailer ganhou um ar ainda mais perturbador. Tome cuidado, pois as cenas podem ser impróprias para se ver em público. 


Flesh of the Void terá a data de estreia divulgada em julho, ainda sem previsão de chegada ao Brasil. O filme é um Terror experimental que tenta recriar o sentimento de como a morte realmente é a coisa mais horrível que qualquer um ser pode sentir. O filme foi filmado quase inteiramente por câmeras Super 8 da década de 80 e é planejado como uma viagem através dos medos mais profundos dos seres humanos, explorando o assunto de uma forma altamente grotesca, violenta e extrema. 

terça-feira, 27 de junho de 2017

Crítica - Zé do Caixão: Maldito - A Biografia


“O que é a vida? É o início da morte. O que é a morte? É o fim da vida”. Com essas palavras, José Mojica Marins estreia seu personagem Zé do Caixão no cinema. Uma figura folclórica, tratada muitas vezes com desprezo no próprio país, mas que foi, talvez, o maior personagem multimídia do Brasil. Para retratar como essa figura nasceu e explodiu no mundo, os escritores André Barcinski e Ivan Finotti fizeram centenas de entrevistas e recuperações de arquivos de fotos. Pela segunda vez, “Zé do Caixão: Maldito - A Biografia” é lançada no Brasil. Desta vez, com tudo o que a versão de 1998 tinha, mas atualizada e publicada pela editora Darkside. São 666 páginas (sugestivo, não?), com capa dura, de encher os olhos. A edição está muito bonita e caprichada.

O livro parece um tijolo, e a primeira impressão é de que este é um daqueles que demoram dias e mais dias para serem lidos. Mas surpreendentemente, não é assim. O texto dos autores flui muito bem e me peguei diversas vezes caindo na gargalhada com as façanhas do querido Mujica.

Livro é enorme, com capa dura e edição caprichada. Ao lado, o marcador de páginas

A narrativa tem início com a chegada da família Mujica e Marins da Espanha e como os pais deles se conheceram, em São Paulo. Depois, como passaram os perrengues para cuidar dos filhos. Vemos a infância de José Mujica Marins e como ele já era um apaixonado por cinema desde pequeno. De lá, a adolescência dedicada ao trabalho mais do que aos estudos e a formação do caráter do futuro diretor.

Quando chegamos à fase adulta do cineasta, o livro fica ainda mais interessante, pois vemos detalhe por detalhe como um garoto pobre, sem instrução e que nunca fez uma aula de cinema sequer, criou um dos melhores filmes de Terror do mundo. A vida dele é uma montanha russa, e os autores não ocultam os momentos ruins de Mujica, mesmo os mais questionáveis.

Uma das qualidades da biografia é o arquivo de imagens

O ponto alto, na minha opinião, é a trajetória que vai do primeiro filme dirigido até a filmagem de sua obra prima “À Meia Noite Levarei Sua Alma”. André Barcinski e Ivan Finotti nos levam para dentro dos estúdios precários e os arquivos fotográficos ajudam a contar a história. Esse é um ponto bastante alto da edição. Além da excelente narrativa, são muitas fotos, desde retratos da família de Mujica até fotos profissionais, tiradas em estúdios.


Já sou fã do Zé do Caixão, mas o livro decididamente o colocou em um patamar mais alto na minha concepção. Foi uma excelente aquisição e só me arrependo por ter demorado tanto a colocar minhas mãos nesta maravilha. Eu recomendo aos fãs de Terror, já que não apenas em grandes estúdios americanos e europeus são criados clássicos. Temos que valorizar a arte nacional. E, neste caso, estamos falando de um dos maiores personagens do gênero, o folclórico e eterno Zé do Caixão. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Crítica - Ao Cair da Noite


Ao Cair da Noite (It Comes at Night) é o filme mais recente do estúdio Animal Kingdom, escrito e dirigido por Trey Edward Shults e estrelado por Joel Edgerton, Christopher Abbott, Carmen Ejogo, Kelvin Harrison Jr., e Riley Keough. Com duração de 97 minutos, o longa é mais um terror psicológico do que um filme de monstros, no estilo A Bruxa, de 2016.


O filme começa em uma sala de cabana forrada por plásticos para isolar doenças. Nela, um homem idoso está claramente doente e cercado por três pessoas de máscara que são familiares dele. Assim que ele morre, o corpo é colocado em uma vala, do lado de fora da casa, localizada no meio de uma floresta. A trama lembra muito outros filmes de terror de sobrevivência, como Mortos que Matam, Noite dos Mortos Vivos e afins.


Com o passar do tempo, o espectador deduz que há uma doença que está dizimando toda a população e que a família, formada por Paul, Sarah e Travis, sobrevive sozinha no local, com um cachorro. Além da doença, existe uma ameaça que faz com que os três sejam bastante paranoicos. Durante a noite, existe uma criatura que tenta invadir a casa. Por conta disso, Paul, o pai, é obsessivo e controlador. Sarah é totalmente insegura e afobada e o filho Travis tem pesadelos assustadores todas as noites e desenvolve insônia para não dormir e ter suas terríveis visões.


A reviravolta acontece quando um invasor aparece. Com ele capturado, a família decide que aumentar o número de moradores pode melhorar a segurança, indo contra todos os manuais de sobrevivência em filmes para esse tipo de situação. Se existe algo que os filmes de zumbi ensinaram é justamente que quanto menos pessoas, maiores são as chances de continuar vivo. Enfim, com a decisão, a paranoia aumenta.



O terror fica muito mais por conta das intrigas e desconfianças. O filme é bastante diferente dos outros do gênero, com um clímax bastante tenso, mas não muito surpreendente. Não consegui entender o motivo de tanto alvoroço pelo filme, nos EUA, com a crítica dizendo que é o melhor filme de terror do ano. Mesmo assim, é um bom filme e recomendo aos fãs do gênero. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

David Fincher é o diretor de Guerra Mundial Z 2

David Fincher, diretor de Seven e Clube da Luta

O presidente e CEO da Paramount, Jim Gianopulos, informou esta semana, que David Fincher (Clube da Luta, Seven) será o diretor de Guerra Mundial Z 2. Em entrevista à Hollywood Reporter, ele disse que o filme será comandado por ele em conjunto com Brad Pitt, que foi o protagonista do primeiro longa.

O projeto está paralisado desde que a Paramount cancelou o lançamento para fevereiro passado. A companhia também cancelou o projeto de Sexta Feira 13 parte 13 quase simultaneamente. Há boatos de que foi o Brad Pitt que iniciou uma campanha para retorno do projeto sob o comando de Fincher.



Guerra Mundial Z (2013) é a adaptação dos livros de Max Brooks, que narram a história de uma infestação zumbi que praticamente dizimou a humanidade. Apesar de ter se afastado muito do material de origem, o filme foi um sucesso e teve receita de mais de US$ 500 milhões, o que fez com que a Paramount ainda tenha interesse em realizar a continuação.

Cartaz de lançamento de 2013

terça-feira, 13 de junho de 2017

Crítica: A Múmia (2017)


Antes de qualquer coisa, sei que A Múmia, em teoria, não deveria ser contemplado pelo Blog do Maldito. Aqui, nós tratamos de Terror, deixando uma margem tranquila para tratar de suspense e de monstros. Algumas vezes, vamos passar um pouco da margem, claro. Alguns casos são especiais, como é o caso dessa nova versão do querido monstro egípcio. Infelizmente, porém, acredito que vamos tratar nem tanto do filme em si, mas do legado que a Universal quer manter com o chamado Dark Universe, que vai trazer de volta os monstros clássicos do estúdio ao cinema.

Bem, caso nosso leitor seja um fã assíduo de terror, isso já é óbvio, mas caso não seja, vamos explicar um pouco mais. A Universal foi responsável por trazer ao cinema, na década de 1930, personagens fictícios de contos de terror. O estúdio encontrou um nicho ao lançar o Drácula interpretado por Béla Lugosi, o Frankenstein, por Boris Karloff, o Lobisomem, por Lon Chaney Jr. e o Monstro da Lagoa Negra. O Terror teve seu período de ouro no cinema, graças à Universal e suas maquiagens fantásticas, clima sombrio e personagens poderosos e marcantes.

Boris Karloff foi o Imhotep original, tinha presença e hipnotizava com o olhar

Aquele período tentou ser repetido pelo estúdio Hammer, na Europa, na década de 1950, com atores de peso como Christopher Lee e Peter Cushing. Apesar de terem feito ótimos filmes, não houve ineditismo de personagens. Em ambos os estúdios, além dos clássicos personagens tirados de livros, houve um que chamou muito a atenção: a múmia.

Criado em 1932, este talvez tenha sido o único filme de terror da época com uma concepção criativa tirada de lendas antigas e trazida aos tempos atuais. E ninguém melhor que Boris Karloff, o melhor ator do estúdio, para dar vida ao vilão que dá nome ao filme. O roteiro, hoje, fica muito manjado. Um time de arqueólogos liderados por Joseph Whemple descobre restos mumificados de um antigo príncipe do Egito, Imhotep, ao lado do livro de Thoth, que trazia segredos sobre a vida e a morte. O mesmo vilão foi usado também na versão de 1999, estrelado por Brandon Fraser.

A Mão da Múmia tinha cenários mais elaborados e trama mais divertida

Apesar de a múmia ter sido um monstro usado em outros tantos filmes, como em A Mão da Múmia, de 1940, e A Múmia do estúdio Hammer, de 1959, em cada filme os personagens tinham origens levemente diferentes e os nomes deles eram outros. Em ambas as versões, o nome do monstro é Kharis. O Imhotep é um personagem exclusivo da Universal.

Christopher Lee foi Kharis, na versão brutal da Hammer Studios

Hoje, a versão mais popular é a de 1999, que apesar de trazer o personagem Imhotep, tem o roteiro mais próximo ao filme A Mão da Múmia. O filme de 1932 foi concebido como Terror, enquanto o de 1940 era algo mais moderno, com momentos de comédia, ação e romance, uma clara inspiração para o Indiana Jones, com caça ao tesouro antigo e muita aventura. Até hoje, esse é o formato padrão dos Blockbusters americanos.

Na versão de 1999, os efeitos especiais são bem feitos e usados quando necessários

Pois bem. Com o faturamento gigantesco que a Marvel Studios tem conseguido no cinema, seguido pela DC e até por Godzilla e King Kong, a Universal acreditou que era a hora de investir em um universo expandido. E antes que qualquer pessoa ache que isso é copiar o formato da Marvel, já deixamos claro que se existe um estúdio que tem o direito de usar essa fórmula de crossover é justamente a Universal, pois foi ela que criou isso, no filme Frankenstein Meets the Wolf Man, de 1943.

Com o caminho iluminado pela Marvel, a Universal iniciou, com a Múmia, o chamado Dark Universe, justamente o tal universo expandido, que trará novamente os monstros clássicos às telonas. E trataram com o peso devido, divulgando o trabalho com mais de um ano de antecedência, escolhendo nomes como Russell Crowe, Tom Cruise, Johnny Depp e rumores ainda de que contarão futuramente com Angelina Jolie e Javier Barden.

O estúdio se esqueceu apenas de uma coisa: fazer um bom filme.

Cena da queda do avião com o casal protagonista da nova versão

Todo o potencial que o filme tinha não foi simplesmente enfraquecido por ter estreado uma semana depois do fenômeno de vendas Mulher-Maravilha. O filme, que deveria ser um arrasa quarteirão, é genérico.

Tom Cruise interpreta o sargento Nick Morton, que muito facilmente poderia ser chamado de Ethan Hunt, da série Missão Impossível. O par romântico Jenny Halsey é interpretado por Annabelle Wallace (de Annabelle), uma personagem genérica que se apaixona pelo protagonista de forma estupidamente forçada. A vilã do filme, Ahmanet, é interpretada por Sofia Boutella, ou é o que se espera debaixo de todo o efeito especial colocado nela. Uma vilã muito poderosa, mas que é burra e insossa. E Russell Crowe, que interpreta o Dr. Henry Jekyll, chega para fazer o papel de Nick Fury do Dark Universe, sendo o elo para todos os monstros que aparecerão nos próximos filmes. Caso sejam rodados, é claro.

Vamos começar pelos pontos positivos, porque será mais rápido. A cena da queda de avião, mostrada no trailer, é espetacular. Talvez seja a melhor queda de avião mostrada no cinema na última década. E quanto à cenografia, a tumba da múmia é linda. E é só isso, mesmo.

Não vamos dar nenhum spoiler, nem falar dos detalhes que pioram o filme. A Múmia é um péssimo longa. Muito ruim. Falha nas cenas de ação, o humor é muito forçado (eu não ri em nenhuma cena ), os personagens são totalmente sem carisma, a trama é estúpida e as brechas de roteiro são inacreditáveis, assim como a quantidade de coincidências que acontecem para que o filme não acabe no meio da história.

Maquiagem digital pesada e personalidade insossa estragaram a vilã

A quantidade de efeitos especiais é absurda. Eles criaram uma múmia em CG que certamente seria melhor executada se Boutella simplesmente fosse maquiada e enfaixada. Para que criar uma pessoa de efeito especial? Não faz sentido algum. A horda de mortos não é composta por uma múmia sequer. O filme se passa na Inglaterra e no Iraque, com poucas cenas (apenas flashback) no Egito. O final é previsível. E quanto ao tal Dark Universe, todo o ouro já foi entregue. Já foi mostrado o crânio de um vampiro, de um humano que dá a impressão de ser a criatura de Frankenstein, o braço do Monstro da Lagoa Negra e quanto ao Dr. Jekyll, vamos parar por aqui para não estragar sua experiência. Mas podemos adiantar que essa pode ter sido a pior atuação da carreira de Russell Crowe.


Russell Crowe poderia ter passado sem essa

Esta versão nova do clássico de 1932 é uma afronta ao próprio legado da Universal. O filme é péssimo e caso realmente seja feito um novo filme deste universo expandido em 2019, a expectativa será muito baixa. Se você é um fã de terror, fuja deste filme. Se você é fã de ação, fuja deste filme. Se você é fã de qualquer outro gênero, fuja deste filme. Se quiser assistir, vá, mas não diga que não avisei.

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